1586 os Jesuítas se empenham em catequizar índios bem distantes da sede da Capitania de Porto Seguro.
Com esse propósitos, nasce a aldeia de São João Batista dos índios, atual Trancoso.
O quadro Histórico de Trancoso, com a igreja de São João Batista servindo como ponto de referência, é a memória viva do traçado urbano do século XVI.
O que os Jesuítas não podiam prever é que, séculos mais tarde, as casinhas geminicadas, construídas sem jardim, se transformariam em excelentes restaurantes, lojas de artesanato, galerias de arte e bares.
Tudo isso de frente para o enorme quadrado ladeado por árvores frondosas e sombra amiga.
A vontade é de se sentar aproveitando o vento suave e ver o mundo desfilar por ali.
Trancoso conserva a tradição das festas religiosas, comemoradas por todos moradores.
O padroeiro é são João (24 de junho), mas são Sebastião (20 janeiro), São Braz (3 fevereiro), Santo Antônio (13 de junho) e São Paulo (29 de junho) não passam em branco.
Nos dias de São Braz e São João têm a troca dos mastros, com a escolha do festeiro para o próximo ano.
As praias são um espetáculo a parte. Em algumas mais afastadas, as pessoas se sentem tão à vontade que praticam o nudismo.
O acesso a Trancoso é fácil. Ônibus e Kombi, com saída do Apaga-fogo, vencem rapidamente as 26 km de terra batida.
Quem prefere barcos e escunas, pode sair de Porto Seguro ou do Apaga-fogo. Outra opção é ir pela praia, a pé.